terça-feira, 27 de setembro de 2011

Elocubrações

Dissabores interiores

Ao léu, lastros dos mais ocultos sentidos
E o véu do pensamento
Busca no horizonte semelhanças que gerem respostas.

Um grito sufocado
Um espasmo de angústia e dor
Reflexo da inquietude que sucede
Nos encaminhamentos dissonantes do meu eu.

Fogo, luminosidade queimando
É tal qual calor de vulcão em erupção
Pernas, braços, boca, olhos,mãos
Nada obedece, se perde na própria lógica do não-sentido.

E vaguei a minha alma
Perdida, sem destino
No silêncio dos sonhos velados
Dos momentos não vividos, dos instantes usurpados.

É mais, muito além
Dualidade, sensação
Ah angústia que destrói
As certezas do meu coração.

23/09/11
08:30 AM

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O paradoxo do nada


Faz tempo que venho mergulhando nas leituras do Patrick Paul. Não é nada facil compreender o mapa conceitual explicitado no livro "Diferentes níveis de realidade". Por vezes pensei em parar, achei que nao fosse o momento para a leitura (senti isso quando li pela primeira vez Jacob Boheme), mas ao mesmo tempo me sinto instigada a ler coisas sobre o universo místico nas entrelinhas desses textos sagrados. É como se cada palavra encaminhasse à um hiperlink capaz de oferecer um volume enorme de informações que necessitam de um filtro intuitivo.
Cosmogonia, Teogonia, tudo muito velho/novo. Preciso de elucidações, mas é bom compreender a imprecisão em sua dimensão mais visível.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Minha saudosa Clarice Lispector!!!


"Desafio aos analistas:

Sonhei que um peixe tirava a roupa e ficava nú!!!"


Essa é demais...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008


O Prólogo do Evangelho de São João - Uma possibilidade interpretativa
A introdução do 4º evangelho canônico é um dos textos mais esotéricos da Bíblia. Esta palestra fornece subsídios filosóficos para a sua compreensão, à luz da cultura da época em que a obra foi escrita.

Por Sergio Carlos Covello em palestra proferida em 15/08/08

Hoje vamos tratar de um texto bíblico muito apreciado no Cristianismo e, também, muito controvertido, que é o 4º evangelho, tradicionalmente atribuído ao apóstolo João, o discípulo amado.

Nesse evangelho, tudo pode ser discutido, desde a sua autoria até a historicidade de sua narrativa e a mensagem que pretende transmitir, porque está escrito numa linguagem eminentemente simbólica e mesmo enigmática, sendo por isso chamado de evangelho esotérico. Muitos pesquisadores dizem ser gnóstico esse texto de quase 2.000 anos. Não seria impróprio chamá-lo de teosófico, porque ele se ocupa da origem do Universo (o macrocosmo) e sua relação com o homem (o microcosmo), um assunto muito ao gosto da teosofia. Enquanto os três primeiros evangelhos se harmonizam quanto à vida de Cristo, o evangelho joanino destoa do aspecto biográfico, fazendo um ensaio filosófico sobre a natureza do fundador do Cristianismo e seu papel no Universo como força criadora e regeneradora. Assim, o Evangelho de São João, além de ser um dos pilares da teologia cristã, é um livro que interessa a não-cristãos em busca de uma sabedoria superior ou divina. Por se tratar do mais profundo e elevado dos evangelhos, é representado na iconografia cristã pela águia, a ave que olha mais de perto o sol e simboliza a contemplação e o conhecimento espiritual.

A obra foi escrita em grego, no fim do primeiro século, muito provavelmente em Éfeso, uma cidade cosmopolita e próspera, situada na Ásia Menor (hoje Turquia), que, na época de Cristo, pertencia ao Império Romano, mas preservava o estilo de vida grego, sendo um foco da filosofia grega, da gnose e das doutrinas herméticas. Em Éfeso, viviam vários adeptos do Cristianismo e muitos judeus helenizados, ao lado de egípcios, persas e fenícios, também helenizados por força do empreendimento expansionista promovido no Oriente Médio, por Alexandre, o Grande, séculos antes.

O grego era, no século 1º, não só língua da cultura e da filosofia, mas também o instrumento de comunicação de comerciantes e viajantes. O próprio cidadão romano instruído dominava esse idioma e adotava a cultura helênica, dada a superioridade da civilização grega. Mesmo quando o latim foi imposto como língua oficial, esse idioma continuou a ter o prestígio como língua das pessoas cultas. Os judeus, dos quais surgiram os cristãos, valeram-se de muitos conceitos gregos em sua doutrina religiosa. E os cristãos seguiram-lhes as pegadas, incorporando muitos helenismos à sua teologia. Não é exagero dizer que a Igreja Cristã é grega, a começar pelo nome - Christos (em gr., o ungido). O discurso cristão está permeado de helenismos - apóstolo, presbítero, batismo, epifania, evangelho, paráclito, carisma, catecismo e tantos outros. Todos os livros do Novo Testamento, com exceção do Evangelho de Mateus, foram escritos originalmente em grego. Em sendo a língua da filosofia, o grego logo se tornou também a língua das religiões e da ciência, além de ser um idioma literário que produziu grandes poetas até hoje lembrados.

Mas, não vamos falar de todo o 4º evangelho, senão apenas dos versículos introdutórios que compõem o prólogo. Primeiro, porque o prólogo faz uma resenha do evangelho, de sorte que compreendo-se o prólogo, não há necessidade de ler o restante da obra. Segundo, porque o prólogo é o trecho mais importante desse evangelho por relacionar o Cosmo, o Cristo e o homem. É tão importante que chegou a fazer parte da missa católica, recitado no fim do culto para a reflexão dos fiéis. Tem a estrutura de um poema, um bonito poema apesar de integrar uma obra de prosa. Supõe-se que o prólogo tenha preexistido ao evangelho como um hino religioso (cristão ou não) que depois foi adaptado pelo evangelista ou por seu editor como introdução solene ao 4º evangelho. Abre com uma afirmação grandiloquente bastante conhecida: " No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus". Algumas versões da Bíblia em português preferem traduzir: "No princípio era a Palavra e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus", porque verbo (do latim, verbum) é sinônimo de palavra.

A pergunta que faço é: Será que o verbo ou palavra expressa bem o que o evangelista quis dizer? No original grego, está escrito que no princípio era o Logos, um termo ambíguo de difícil tradução que, no entanto, era usado desde o século 5º a.C, em sentido filosófico de princípio, razão ou lei racional que governa o mundo. Já Heráclito de Éfeso dizia: "Os homens são obtusos com relação ao logos, se bem que tudo aconteça segundo o logos".

Os filósofos estóicos empregaram o termo para designar a razão divina imanente no homem e em todo o universo. Segundo eles, dois princípios regem o Cosmo: um passivo, que é a matéria, e outro ativo, que é a razão divina, a qual atuando na matéria lhe dá qualidade. Sustentavam, portanto, que Deus penetra toda a realidade, incluindo-se a alma humana, de maneira que tudo no Universo é racional, e o homem que quiser viver sabiamente há de seguir a razão, o Logos identificado com a sabedoria eterna ou ordem cósmica.

Ora, o estoicismo predominava no pensamento helenístico do primeiro século, sendo mais que doutrina, uma prática de vida adotada por pessoas das mais variadas crenças, no que tange à moral universalista da igualdade entre todos os homens, ao cultivo das virtudes, à ascese espiritual, à fraternidade humana e à aceitação dos reveses da vida. É de presumir que o evangelista empregou a expressão no sentido filosófico de razão divina e não no sentido de palavra, que é mero elemento lingüístico. Se quisesse referir-se a conjunto de sons articulados, o redator tinha à sua disposição três vocábulos específicos: lalia (fala), phone (som falado) e graphein (som escrito). Por que iria valer-se de um termo metafísico para designar palavra? De certo, o hagiógrafo quis dizer muito mais do que diz o texto latino da Bíblia, adotado como tradução oficial da Igreja.

A tradução de Logos como razão ou mente divina presente no homem casa-se bem com a metáfora da luz mencionada seis vezes no prólogo e outras tantas no corpo do evangelho até a revelação explícita de Cristo, no capitulo 8: "Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, pelo contrario terá a luz da vida". A luz simboliza, de longa data, nas mais antigas culturas como a chinesa, a indiana e a árabe, o conhecimento, a sabedoria, a consciência que percebe com clareza e, portanto, isenta de ilusões. A luz está também relacionada com a experiência mística pela qual o homem amplia a consciência e se transforma em ser divino. Com a alegoria da caverna, Platão diz que no mundo fenomênico os homens estão como que presos em uma caverna iluminada pela luz fraca de um fogareiro, mas quando o homem se liberta e se chega para perto do Sol, experimenta a verdadeira luz. Esse processo transformador, constitui o que se chama de conversão mística. O cristianismo adotou o simbolismo da luz, depois de já o ter feito o judaísmo, por isso que esse símbolo aparece tanto no Novo como no Antigo Testamento.

Vejamos o que diz o prólogo, depois de afirmar que todas as coisas foram feitas pelos Logos. No versículo quarto afirma que o Logos, sendo portador da vida, é a luz dos homens, e as trevas não prevalecem contra essa luz, que é qualificada como "a verdadeira luz que vindo ao mundo ilumina a todo homem". Note-se o pronome indefinido generalizante - todo. O Logos, continua o texto, estava no mundo, pois este fora criado por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Compreende-se que o ego, nossa consciência ordinária, não percebe o próprio Logos. Daí ter sido necessário que o Logos Divino se materializasse (encarnasse) para despertar os homens para a sua realidade interior. "A todos quantos o receberam, complementa o texto no versículo 12, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus". O Logos, portanto, funciona como um despertador da inteligência divina imanente no homem e produz o surgimento de uma consciência renovada, o segundo nascimento mencionado no célebre diálogo com Nicodemus (3,2) que, por sinal, consta apenas do Evangelho de São João. Jesus de Nazaré, o Cristo, assim como todos os grandes avatares (Sidarta Gautama, Lao-tsé, Confúcio) desempenham o papel de despertadores da consciência superior responsável pelo Reino dos Céus, na linguagem simbólica do cristianismo. Compete ao homem, em seu atual estágio evolutivo, cultivar o Logos que existe nos estratos mais profundos da consciência de cada indivíduo, se quiser viver bem. No século passado, o paleontólogo e teólogo francês Teilhard de Chardin (1881- 1955) sustentou que o Universo caminha para um ponto final de amadurecimento, o Ponto Ômega, que tem como protótipo o Cristo, o que significa que um dia a humanidade toda desenvolverá espontaneamente a sua divindade.

A leitura filosófica do 4º evangelho de modo algum diminui a figura sublime do Cristo, nem infirma a fé cristã. Apenas interpreta a escritura bíblica, além dos ditames da religião, visando a uma compreensão mais ampla desse importante texto da Mística Universal. Não se trata, obviamente, de uma exegese definitiva, pois o texto, qualquer que seja, está sempre aberto a novas interpretações.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Devaneio

É cada vez menos frequente a quantidade de postagens... Iniciei freneticamente um turbilhão de informações e hoje percebo que não passou de uma necessidade de me sentir ouvida, assistida e observada. Agora me sinto cada vez mais segura e talvez isso seja o motivo da minha falta de palavras. Continuo trabalhando as minhas próprias limitações, controlar meus medos e compreender melhor meus impulsos e desejos. Aliás, descobri que tenho muitos desejos, durante muito tempo neguei isso fantasiando ser feliz com a vida chula e cheia de limitações que levava.
Mas o que é o desejo? Será o desejo o agente impulsionador de qualquer centelha de vida? Ou mais um mascaramento da mente velha condicionada? Desejo e sonho se apresentam como a mesma coisa para mim? São tantos questionamentos e que bom que volto a tê-los. A vida sem questionamentos fica vazia, torpe e sem sentido. Trata-se de buscar um sentido em toda ação e torná-la de alguma forma relevante...
Estou na faculdade agora... Tinha muitas coisas para escrever, mas os alunos me chamam (o professor da aula anterior terminou mais cedo). Uma pena, sei que esse pensamento se perderá... Mas registro aqui o plasma dele, se isso é possível...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Incertezas



Tenho experimentado tantas experiencias fantasticas que só me remetem a compreensão da vida como uma completa incenterza. A compreensão do tempo que se esvai, se constrói e reconstrói no movimento dialético da existencia. Será isso que Noemi chama de vida-vivente? Acho que é por aí... Trata-se de um se dar conta de que não existe o "se": se eu tivesse feito, se eu tivesse saído...

Tenho buscado reencontrar antigos amigos, me empenhado para fazer as pessoas felizes e em consequencia disso me sinto feliz. Tenho estado cada vez mais em êxtase, imersa em uma sensação de completude.

Completude que difere de complementaridade. Por vezes buscamos no outro essa percepção e viramos refens de sentimentos egóicos e dissonantes. O outro como usufruto, isso é notável quando há um adoecimento dentro. É a banda podre do ser e não adianta fugir, todos nós temos!

Não quero ser precisa, nem tão pouco pragmatica, mas penso que todos os maiores problemas do ser humano se enraizam aí, na dificuldade de submersão, de aprofundamento acerca da idéia : quem sou eu? O desconhecimento de si leva a um não reconhecimento do outro como parte integrante, constituinte e determinante do cosmo e consequentemente de todo o contexto. Talvez seja por isso que tantas tragédias estejam acontecendo. Desrespeito ao humano, necessidade de auto-afirmação que encaminha a uma verdadeira barbárie. Somos também fruto de um sistema capitalista, aquele que comanda a programação.

Não quero aqui parecer marxista, marxiana ou sei lá como chamar. Sem apologias ao marxismo, embora sempre manifeste a minha simpatia aparente por alguns postulados materialistas. Mas o que parece ser fato é a idéia do capitalismo selvagem que conduz uma nova revolução onde o ser fica esquecido, abnegado em função da quantidade de bens que se consegue acumular.

Trata-se da sociedade da estética, não a estética do sensível ao belo como manifestação primeira do aguçamento do maior numero de percepções possíveis. Uma estética excludente, baseada em modelos planejados de corpos, ideais de juventude deteriorados e de família desfacelada.

Ainda assim, sinto que as coisas caminham... é preciso que possamos nos permitir a vez ou outra (o ideal é que possa ser sempre)sentir. Afinal, não há nada que determine o amanhã, o mundo é uma verdadeira incerteza...

quarta-feira, 5 de março de 2008

Quem é esse serhumanohumanidade desprovido da experiencia do adoecimento psicológico? Será que conseguimos chegar nesse estágio? Muitas dúvidas ainda nas leituras do Krishnamurt. A cada novo conceito tenho que voltar ao ponto da mente velha condicionada. Como posso saltar da condição de ente-humano- especie para a condição de indivíduo?
Segundo a minha interpretação, o ente-humano-especie é resultado de milhoes de anos de acumulo de informações que são absorvidas na memória psicológica. Ou seja, toda experiencia ancestral, que foi sendo absorvida ao longo do tempo dá origem as programações da mente velha condicionada.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008


HOMEM DO LEME
Xutos e Pontapés

Sozinho na noite
um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito
ofusca as demais.

E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

No fundo do mar
jazem os outros, os que lá ficaram.
Em dias cinzentos
descanso eterno lá encontraram.

E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

No fundo horizonte
sopra o murmúrio para onde vai.
No fundo do tempo
foge o futuro, é tarde demais...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

Essa música foi um presente de alguem que "não sabe o pq é especial". Talvez sejá pq é semelhante ao "homem do leme", dá espaço as suas intuições... E uma vontade de rir...

domingo, 17 de fevereiro de 2008


MUITA CIÊNCIA E POUCA HUMILDADE


Fato ocorrido em 1892, verdadeiro e parte integrante da biografia do protagonista.
Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia, e estava aberta no livro de Marcos.
Sem muita cerimônia, o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?
- Mas é claro que está! – retrucou o jovem - Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem
sobre tudo isso.
- É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia? – perguntou o velho, demonstrando o interesse de quem quer aprender um pouco.
- Bem - respondeu o universitário - como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.
O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo, sentindo-se pior que uma ameba.
No cartão estava escrito:


Professor Doutor Louis Pasteur
Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade
Nacional da França
Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima
(Louis Pasteur)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008


Serenidade é o que tenho tentato manter diante de algumas situações complicadas que se apresentam em minha vida. Hoje, lá no curso, estivemos conversando um pouco sobre a mente velha condicionada e a mente nova criadora (conceitos criados pelo krishnamurti para expressar movimentos cerebrais). Nas minhas formulções, que se tratam apenas de interpretações, o desejo é uma das variantes que contribuem para a geração do "pensamento condicionado". Ele acaba por dominar nossas programações agindo na dimensão do cérebro límbico e do repitiliano, suscitando a auto-afirmação do que podemos chamar de "Eu psicológico".
Na maioria das pessoas o Eu psicológico é responsavel por boa parte dos comportamentos e atitudes e para isso recorre a chamada memória psicologica. De uma forma mais concreta... Uma pessoa sofre uma grande decepção amorosa e se permite vez ou outra ser usada pelo parceiro na relação (que nesse caso já está adoecida). O eu psicológico, que nesse caso fomenta a ação da mente velha condicionada, busca na memória decorrente os aspectos negativos e traumáticos e instala o chamado medo psicologico. Caso essa pessoa não seja capaz de mergulhar na sua dimensão mais sagrada, ela jamais conseguirá ativar a mente nova criadora .
O segredo não está no pensamento, está na mente. Se conseguissemos exercitar uma postura de vigilancia e observação despretenciosa e sem culpa da mente velha condicionada, a postura mudaria certamente.
O "se dar conta" representaria a quebra das amarras instauradas pelo tempo psicológico, que aprisiona e impõe a necessidade de momentos eternizados e intocáveis e encaminharia numa direção de entrega e auto-percepção. O melhor de tudo isso, sem culpa.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Carnaval...



Fiz uma bela viagem com amigos. Daquelas que vc sente que o que realmente vale a pena são as pequenas coisas que a vida pode oferecer. Acabei indo para a casa de meus pais como de costume, mas lá é sempre muito interessante para repensar a vida, os valores. Aliás, tenho feito isso desde que o ano novo chegou. Descobri que nao quero adotar uma vida medíocre que me afaste da essencia primeira, do meu sopro do que posso chamar de vida-vivente (parafraseando a professora Noemi).
Quero continuar assim, nesse movimento onde todas as coisas são energia pura que acabam por circular na minha corrente sanguínea e exalar pelos meus poros. Esse é o verdadeiro sentido da vida, olhar, sentir, cheirar, experimentar... é doar-se ao instante presente e nele ir compondo a sua própria tessitura. É como uma colcha de retalhos...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Agora...


Andei um pouco afastada do meu blog... Acredito que esse seja um processo muito mais complicado e pessoal, já que tenho andado afastada de tantas coisas que gosto de fazer. Talvez uma tentativa desesperada de encontrar algo que ficou pelo caminho, uma saga necessária para o amadurecimento pessoal. Tantas coisas boas tem acontecido comigo, mas o melhor é que agora me sinto viva, tenho estado mais ligada as coisas cósmicas e as dimensões misticas do meu ser. Isso é tão importante, talvez mais do que as pessoas imaginam que possa ser o dinheiro ou a corrida desenfreada por um lugar ao sol.
"Mas agora eu quero o plasma. Quero me alimentar diretamente da placenta..." já dizia Clarice Lispector. Quero transbordar e transcender qualquer possibilidade que se apresente diante do reconhecimento das multiplas camadas do meu ser. Quero a incerteza de um universo abrangente e ao mesmo tempo vazio/cheio. Transmutação...
Continuo entregue ao meu cotidiano, que agora não é mais medíocre... Agora vê sentido em cada segundo que se expressa na respiração ofegante ou no barulho do mar que entra pela minha janela. Vou trabalhar mais por mim e para mim. Quero cuidar do meu corpo e reconhecer os meus medos e vaidades. Amor próprio, acho que isso pode ser chamado assim...
Amor de si na tentativa de amor do outro. Sem projeção, desejo sobreposto. Equivalencia, equiparação, coisas que palavra alguma do dicionário consegue traduzir, nem pretendo aqui esgotar a sensação que me vem a tona agora.
Nesse instante que se torna o já e ao escrever outra letra não é mais o mesmo instante e eu nao sou mais a mesma...Isso é realmente fascinante, me empolga. Tenho compreendido a vida como pulsante, quase que instantanea e tão vibrante que sinto o sangue correr nas minhas veias com tanta intensidade e o meu coração bater aceleradamente como agora...
"Seja nada e então vc vive", a essência da plenitude que hora se dá na calmaria e hora fervilha como larva de vulcão. Os mistérios do cotidiano, os comportamentos imprevisíveis das pessoas, o que é natural, simples e ao mesmo tempo belo.
Voltei a ser criança e isso é bom...

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Como não considerar a existencia de vários niveis de realidade? Ao mesmo tempo que somos angustia e dor, nos enchemos de vida abundante em seu sentido mais radical. Hoje vivi isso, a oscilação entre vários niveis de realidade, micro e macrofisica. Tudo isso percebido pelo corpo que hora tremia, hora se sentia acolhido, guardado. Tudo no plano do sagrado que é uma linha tênue entre razão e emoção, necessidade e vontade...
Tudo uma questão de ativação sensorial, um contato divinamente programado onde se é capaz de mostrar-se, desnudar o mais intimo do seu ser sem medos, sem represálias. Pensar esse movimento trans- dimensão, que salta na dimensão quantica do instante já, significa considerar uma mudança estruturante, ontologica e capaz de tranformar a concepção do que seja a vida.
To sentindo tanta coisa que nem consigo expressar direito...
quero mais...

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Hoje...


Alguns dias sem postagens, tenho aproveitado para refletir processos do" eu presente em mim..."Isso é importante no contexto perceptível de mudanças. Lembro-me que na quinta-feira pergunei a Miguel se ele achava que alguma coisa tinha mudado na vida dele depois do curso; ele disse que ainda não, nenhuma mudança no âmbito do concreto. Para mim tanta coisa mudou, para o Davi também... As vezes me sinto uma estranha no ninho;parece-me que tudo em que eu acredito se dissolve a cada comentário imbuido de frustrações de alguns educadores que eu conheço.
Hoje me sinto a vontade para escrever, afinal tanta coisa boa aconteceu...Como foi bom respirar, o ar chegou muito mais puro em meu pulmões. "É como comer chocolate..." O meu medo é que isso possa viciar e, bem sei como é complicado lidar com um chocolatra. Um respiro de alma preso na dimensão do agora, onde não tem celular, não se é possivel lembrar dos problemas e do que ficou para tras...
"Para dar vôos de borboleta é preciso se livrar dos resquícios de lagarta..."É preciso pensar que todas as coisas são possíveis no movimento do acreditar. Como é bom sentir a vida pulsando novamente, a boca um tanto ressecada e as mãos que hora gelam, hora esquentam desmedidamente.
"O olhar fala e o corpo também". Eu concordo, concordo tanto que uma boa parte das coisas só começam a fazer sentido agora. Uma mudança conjuntural, basilar. Uma reforma de pensamento e em consequência uma mudança de atitude. Não há como pensar numa mudança na alma, sem vê-la refletida na vida.
O movimento do espelho de Narciso, onde não se sabe bem o que é essencia e aparência.
"Estado, não em presença física, mas na condição espiritual, de verdade..." De fato tenho me comportado assim, com todas as coisas.
Hoje é dia de celebrar! Agradecer pela minha existencia, que mais do que nunca agora tem um sentido especial: o (re) encontro. Não dá pra explicar, só basta sentir... É isso, vou dormir sentindo...

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Eu presente em mim...


A vida é feita de escolhas e hoje percebo o quanto é difícil fazê-las e arcar com as consequencias. Essa é uma das coisas que estou aprendendo: não devo responsabilizar ninguem pelos caminhos que decido seguir. Cheguei cedo para a aula hoje e, inicialmente a mesma agitação/acomodada de sempre: corre ali, falta essa cópia, monta isso aqui... A rotina que eu adoro, aliás adoro me sentir útil, não digo sentir explorada que é uma coisa bem diferente. O clima familiar de sempre, claro como em toda família existem aquelas empatias, na dinâmica desse grupo não poderia deixar de existir. Aqueles que vão se aproximando mais, se chegando pela identificação ou pelas coisas que possuem em comum. Ainda somos um grupo em harmonia, que bom! Pichon que me perdoe, mas acho que um grupo não precisa sofrer inconstancias para se tornar de fato grupo (que ousadia a minha!). Miguel sentou perto de mim. Ele tem uma alegria, uma luz que sai de dentro sabe, uma energia positiva. Estamos nos dando bem, mais um sorriso companheiro. A primeira vivência, respirar. Hoje estava me sentindo muito mais descansada, foi mais fácil respirar, bem fundo... Comprimir o diafragma, sentir o ar atravessando as narinas... quentinho...os olhos cerrados, mas a mão estava inquieta. Não sei bem porque, mas quanto estou respirando vem tanta idéia boa na cabeça!! É a presença de uma força metafisica inspiradora. Fui abrindo os olhos bem devagar e a maioria da sala estava ainda num movimento de respiração, profundamente envolvido. Fiquei fazendo um outro exercício: o de escutar a respiração dos outros; nossa, como foi maravilhoso ouvir o "som"do silencio dos sopros. Uma verdadeira sinfonia. Tomei a caneta pelas mãos e tentei expelir a parte mais feia e torpe de mim: o que você faz quando o seu parceiro/companheiro não faz as coisas como vc deseja? Fui escrevendo, as palavras pareciam pular do papel. Olhei disfarçadamente para o lado, Miguel também escrevia empolgadamente. Opa!! Bom sinal, não estou sozinha nessa. Sabe aquela coisa de que você nao pode contar mentiras, como se alguem estivesse sempre ali, no buraco da fechadura. Não tem como se enganar... Depois disso, fomos fazer uns exercícios de Yoga...Como estou enferrujada. E a minha dupla? Claro que foi Miguel! Pegamos o papel com desenhos diferentes, mas não teve jeito, tivemos que fazer os mesmos execícios. Foi Bom e ruim ao mesmo tempo. Bom porque como já disse gosto da companhia dele, os exercícios pareciam mais leves. E ruim porque fica dificil concentrar perto dele, tudo é uma piada, até na hora mais crítica, a hora de tocar os dedos no chão. Gostei muito de fazer os exercícios em conjunto, da pra sentir a energia do outro bem pertinho... Um pouco de quantica tendo como visão de águia a arte de aprender. Hoje só a professora Noemi em presença física, mas o professor Dante, em presença energética. Foram instantes maravilhosos, especialemente as vivências... Olhar no olho do outro, tocar, receber e dar afagos...Faz (re) surgir a chama da vida em nós tão doídos dessas relações vazias... Estou adorando me sentir cada vez mais viva...

domingo, 9 de setembro de 2007

Para Refletir...


"As vezes fico pensando na profissão PROFESSOR. É de uma responsabilidade enorme e acho q a maioria não se dá conta disso. La na frente do trabalho, tem uma escolinha; tem horas q passo por ali e o pessoal fica colocando xuxa pras crianças ouvirem... Imagino: eu ficaria muito puto se um filho meu tivesse la! Bem, não sei. Mas falo assim, pq tive poucos professores que me recordo com boas lembranças, bons exemplos. Eu ate entendo tb que as condições de trabalho muitas vezes é ruim, mas as pessoas tratam a educação no brasil de uma forma vulgar, estupida... Disciplinas como História, devem ser levadas muuuuuuuuuuito a serio. As crianças negras por exemplo, não tem referencias de si, ou quando têm, são ruins. Eu quando era criança, perguntava muito sobre tudo, mas me frustrava muito com as respostas quando perguntava: pra que estudar? Respondiam: pra ser alguem na vida, como se eu já não fosse. Ou respondiam: porque tem que estudar...ou ainda pior: pra ganhar dinheiro.Cada resposta medíocre... E sendo assim, fui um péssimo aluno! Mas sei lá, derepente foi bom. Descobri por mim mesmo necessidade de procurar respostas..." Esse foi um desabafo do meu amigo Felipe Ventura, . Publicitário, demonstra um discurso muito mais coerente que muitos educadores. Lindo, de emocionar...

Um saber de mim...


De fato o contato com a dimensão trans tem me permitido entender um pouco mais sobre mim. Na última aula, chegamos cedo- eu e Davi. Isso nos possibilitou sentir a vibração do ambiente, o poder da respiração e todos os movimentos que aconteciam no espaço antes que as pessoas começassem a chegar. Como é bom dar a minha contribuição nesse curso, me faz sentir implicada com a mudança, sabe enrolada: como um novelo de lã...Gente chegando, gente nova chegando e nós (eu, Davi e a Professora Noemi) tentando transgredir os problemas encontrados na reprodução dos módulos.
Senti falta de André, acho que o nosso espírito de equipe nos aproximou muito.
Um som suave, um cheirinho agradável e, à meia luz, começamos a nossa primeira vivência: Respirar. Fiquei me perguntando por que é tão difícil chegar lá no fundo sabe... Se todas as coisas em nosso corpo são conectadas, tem um sentido pleno, porque algumas delas vão se mecanizando ?
Então, comecei no meu tempo e no meu movimento a respirar. Fui sentindo o ar entrando nos meus pulmões e senti também os pelinhos do nariz balançando quando o expeli. Renasci... Meu cérebro começou a trabalhar melhor e o meu corpo relaxou, nossa Como É Bom Respirar!!!

'Sentir a presença do divino por meio da respiração significa transgredir algo que não se sabe exatamente o que é. Uma dança de variantes que altera todo metabolismo hormonal, suaviza os pensamentos, renuncia o ego...'

Depois comecei vagarosamente a juntar as peças do meu imenso quebra-cabeças. Variadas polifonias foram de vital importância para um novo pensar acerca do TRANS; algo que ultrapassa as barreiras do senso comum, parte de uma emergencia radical, ontológica. Aí então, descobri um dos sustentaculos na fala do professor Dante: "Vivemos a deriva por que nao assumimos a pesquisa acerca da nossa própria morada"... Isso recaiu sobre a minha segunda vivencia, esse desenho aí! Embora pareça de uma criança, fui eu quem fiz!!!
O que me faz feliz?
Boa pergunta...

terça-feira, 4 de setembro de 2007

TRANSformAÇÃO


Um experiência fabulosa... Participar daquelas interlocuções variadas, onde cada um trouxe a tona pedaços de sua história compartilhando para o tear de uma nova realidade coletiva. Assim foi a primeira vivência do curso de Educação Transdisciplinar e a Arte de Aprender: um misto de multiplas sensações invadiu o ambiente, tornando o momento sublime, magistral... Cada ser em si, implicado com as possibilidades apresentadas no âmbito da transformação humana... Discursos entrecruzados, um quê de quantum, coisas sem explicação... Tradução verdadeira da existência em seu estado mais latente, uma verdadeira dança polifônica e dialógica que transgrediu as dimensões do espaço/tempo. Ainda estou assim, em estado de preenchimento, ou melhor dizendo transbordamento... ainda estou em mim, rechaçada, mas em mim...

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Veja meu Slide Show!



"[...] A educação correta tem por escopo a liberdade individual, pois só esta pode promover a

verdadeira cooperação com o todo, com a coletividade. Mas essa liberdade não se alcança
quando o indivíduo só está interessado no próprio engrandecimento e bom êxito A liberdade vem com o autoconhecimento, mediante o qual a mente se eleva acima dos empecilhos que para si própria criou ao ansiar por segurança. É função da educação ajudar cada indivíduo a descobrir todos esses empecilhos.”
Jiddu Krishnamurti

Este é o resultado de uma de nossas vivencias TRANSDISCIPLINARES no Colégio Abraham Lincoln. Planejamos carinhosamente uma reunião que teve como foco principal uma análise da prática pedagógica individual a partir dos variados olhares e manifestações coletivas. Além da belíssima sala, organizada pela professora Maristela( a nossa artista), o acolhimento foi feito pelo professor Jorge com o violão. O clima de descontração, engajamento foi fabuloso. As energias entraram em sintonia e as reflexões coerentes, poéticas e, acima de tudo conscientes, foram regadas a muita música, afagos e palavras de incentivo.
Ainda tem gente por aí que diz que o trans não existe...


"TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES "



Prezado amigo:


Bom dia !
Sou professor de fisica de ensino médio de um escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$ 650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$ 440,00. Será que alguém acha que com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar ?
Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores
lecionando,mas atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende e a escola aprova o aluno mal preparado.
Incrível, mas é a pura verdade !
Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social.
Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro !
Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$ 10,2 milhões por ano. São os parlamentares mais caros do mundo.
pouco mais de R$ 2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$ 850 milO minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$ 11.545.Na Itália, são gastos com parlamentares R$ 3,9 milhões, na França, e na vizinha, Argentina, R$ 1,3 milhão.
Trocando em miudos um parlamentar custa ao país por baixo: 688 professores com curso superior Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha
campanha., na qual o lema será:
"TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES "
Poderia ter colocado no lema para 688 professores, mas coloquei a metade (344),pois assim, sobra uma verba para aumentar o nosso salário, que é uma vergonha...

Atenciosamente
Um professor de fisica do interior da Bahia.


Diante disso, fico me questionando. Somos grandes colaboradores para que essa situação continue. Perpetuamos o discurso hegemonico de que professor trabalha por amor, que é uma questão de aptidão, comprometimento, dom, seja lá o que for. Mas a verdade é que, professor precisa comer, pagar as contas, se vestir, ter atendimento médico e para tudo isso se tornar possível o dinheiro é extremamente importante. Como pensar em salas de aula mais motivadas, uma pratica pedagogica transformadora, afetividade e todas essas coisas mais, sem levar em consideração que a auto-estima do educador também depende da sua remuneração? Certamente temos uma grande responsabilidade nisso, sustentamos o discurso hegemonico; não nos articulamos enquanto categoria, não trabalhamos em nossa dimensão individual e vamos às salas de aula cheios de angustia e queixosos... Até quando aceitaremos essa condição?